Formulário de consentimento informado |
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Hiperidrose: Tratamento por Cirurgia Videotoracoscópica

Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica
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Equipe de Cirurgia Torácica do Hospital Ernesto Dornelles
Dr. Percy Schreck
Dr. Gabriel Mädke
Dr. Eduardo Sperb Pilla |
A hiperidrose ou suor excessivo é definida pela produção anormal de suor acima das necessidades fisiológicas requeridas para a manutenção da termohomeostasia. A hiperidrose localizada acomete principalmente em mãos, axilas, face e pés. Ocorre em aproximadamente 1-3% da população, causando profundo desconforto e constrangimento social nos portadores desta desordem.
A hiperidrose pode ser considerada primária ou secundária. A hiperidrose primária é considerada idiopática (causa desconhecida) iniciando na infância com piora na puberdade. Está associada a um aumento de resposta do sistema nervoso simpático a determinadas situações como exposição ao calor e falar em público. A hiperidrose secundária geralmente é difusa e decorre de uma doença subjacente.
O tratamento da hiperidrose pode ser realizado por meio de agentes tópicos a base de sais de alumínio, toxina botulínica, iontoforese, anticolinéricos e cirurgia. O tratamento mais eficaz e definitivo da hiperidrose primária é realizado por meio da Simpatectomia Torácica Videotoracoscópica.
A avaliação pré-operatória consiste de uma consulta com o cirurgião torácico onde a indicação do procedimento é individualizada e as dúvidas esclarecidas em relação aos riscos e benefícios. Após a realização dos exames pré-operatórios o paciente consulta com o médico anestesista para nova avaliação.
A Simpatectomia Torácica Videotoracoscópica pode ser realizada com internação ambulatorial e a duração média da cirurgia é de 30 minutos. Após o procedimento o paciente é encaminhado à sala de recuperação, onde permanece por cerca de 2 horas. Em média é necessário o uso de analgésicos por 3 dias, podendo o paciente retornar às suas atividades após este período.
O melhor resultado da simpatectomia é encontrado na hiperidrose palmar e axilar com 96% de sucesso. Em cerca de 50% dos casos observa-se também melhora da hiperidrose plantar.
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